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Bernardo Rossi é mencionado em decisão da PF sobre operação contra a refinaria Refit

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Ex-prefeito de Petrópolis aparece em documentos que investigam suposto favorecimento ao grupo empresarial de Ricardo Magro.

 

A operação da Polícia Federal contra o grupo Refit, deflagrada recentemente, atingiu nomes de peso da política fluminense. Entre eles está o ex-prefeito de Petrópolis e ex-secretário estadual Bernardo Rossi (União Brasil), atualmente pré-candidato a deputado federal. Seu nome aparece em trechos da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação.

Segundo a PF, há indícios de um possível “engajamento multiorgânico” da máquina pública em favor do empresário Ricardo Magro, ligado à Refit — empresa que acumula uma dívida bilionária em impostos com o Estado do Rio de Janeiro. A investigação aponta que órgãos estaduais teriam atuado para favorecer interesses do grupo empresarial, dificultando fiscalizações e interferindo na concorrência do setor.

 

Atuação de aliado político e interferências em fiscalizações

Um dos episódios citados envolve o ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Jordão, apontado como aliado político de Bernardo Rossi. De acordo com a PF, Jordão teria tentado impedir uma operação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que determinava o esvaziamento de tanques da Refit após uma interdição judicial.

O despacho também menciona que Jordão teria cancelado a licença de operação de uma empresa concorrente, o que, segundo os investigadores, pode ter beneficiado diretamente o grupo de Ricardo Magro.

 

Encontro em Nova York reforça suspeitas

Outro trecho da decisão relembra que Bernardo Rossi foi visto em um jantar com Ricardo Magro em Nova York, em maio do ano passado — informação divulgada anteriormente pela revista Piauí. O encontro, embora não configure crime por si só, foi incluído no contexto da investigação por levantar dúvidas sobre a proximidade entre o político e o empresário.

 

Outros nomes também aparecem na investigação

Além de Rossi, a PF cita ainda policiais civis e federais e outros agentes ligados ao governo estadual que teriam atuado, direta ou indiretamente, para favorecer interesses da Refit.

A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.

 

Sem posicionamento oficial

Até o momento, Bernardo Rossi não se pronunciou sobre as citações envolvendo seu nome. A expectativa é que ele se manifeste nos próximos dias, especialmente por estar em pré-campanha para as eleições.

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