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Pacote de benefícios aos vereadores de Três Rios gera onda de indignação popular

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Auxílio-alimentação e auxílio-saúde aprovados pela Câmara criam impacto anual superior a R$ 400 mil e revoltam moradores.

 

A aprovação de um pacote de benefícios destinado aos vereadores de Três Rios provocou forte reação negativa entre os moradores do município. Em meio a dificuldades enfrentadas pela população — especialmente na saúde pública —, a criação de novos auxílios para os parlamentares foi vista como um gesto de insensibilidade e falta de prioridade.

O projeto, aprovado na última sessão legislativa de 2025, em 18 de dezembro, e implementado pelo Executivo em abril de 2026, prevê auxílio-alimentação e auxílio-saúde, com impacto estimado superior a R$ 400 mil por ano aos cofres públicos.

A medida reacendeu o debate nacional sobre privilégios políticos e ampliou o descontentamento popular em Três Rios.

 

14 vereadores votaram a favor; população reagiu imediatamente

O pacote recebeu 14 votos favoráveis: Ana Clara (União), André Verdureiro (Solidariedade), Bia Bogossian (PSD), Careca do Projeto (PDT), Carlos Domingues (Podemos), Delson Luís Ramos (Republicanos), Pastor Vanderson Travassos (Novo), Prof. Anderson Muriçoca (PRD), Prof. Erquinho (Avante), Prof. Flávio Duarte (Republicanos), Rafael Silva (PSD), Sebastião Dias (PRD), Tonico Coelho (Mobiliza) e Zimar da Dengue (PL).

Houve apenas uma abstenção, do vereador Ildo Inês (União).

Nas ruas e nas redes sociais, a reação foi imediata. Moradores classificaram a aprovação como “desrespeitosa”, “injusta” e “desconectada da realidade da cidade”.

 

VALE-REFEIÇÃO: benefício pago em dinheiro e sem necessidade de comprovante

O novo auxílio-alimentação prevê pagamento em dinheiro, sem exigência de nota fiscal. O valor diário será de R$ 42,52, limitado a 30% da Unidade Fiscal de Três Rios (R$ 127,57).

Com 15 vereadores e considerando os dias úteis, o custo anual pode ultrapassar R$ 150 mil.

Para receber, o parlamentar deve apenas preencher um formulário interno. A lei determina que o pagamento seja processado até o quinto dia útil do mês seguinte e impede repasses a terceiros.

A Câmara deverá manter registro detalhado dos pagamentos para apresentação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Caso o vereador não queira o benefício, basta solicitar formalmente.

 

AUXÍLIO-SAÚDE: até R$ 1.275,70 por vereador

O Executivo também regulamentou o auxílio-saúde, criado pela Lei Municipal nº 5.348/2022. O benefício cobre despesas como:

  • planos de saúde
  • consultas
  • exames
  • fisioterapia
  • medicamentos
  • atendimento odontológico
  • cuidados com saúde mental

O valor máximo é de 10 unidades fiscais, totalizando R$ 1.275,70 por vereador. O custo mensal chega a R$ 19.135,50, acumulando cerca de R$ 229.626 por ano.

O pagamento depende de apresentação de comprovantes e autorização da Presidência da Câmara.

O Executivo destacou que o auxílio não tem natureza remuneratória e não gera encargos trabalhistas.

 

População critica “pacote de bondades” em meio a crise na saúde

A repercussão foi majoritariamente negativa. Moradores apontam que a cidade enfrenta:

  • filas na saúde
  • falta de médicos
  • dificuldades financeiras
  • insegurança no emprego
  • serviços públicos defasados

Enquanto isso, os vereadores aprovaram benefícios que somam mais de R$ 5 mil extras por mês por parlamentar, somando auxílios e verbas já existentes.

Nas redes sociais, mensagens de indignação se multiplicaram:

“Enquanto você luta para fechar o mês, enfrenta filas na saúde e lida com a insegurança no emprego, estes 14 vereadores aprovaram um pacote de bondades para os próprios bolsos.”

“A pergunta que não quer calar: quando eles vão olhar para as necessidades da população com a mesma rapidez que olham para os próprios privilégios?”

“A cidade quer saber: cadê a prioridade? Cadê a transparência?”

 

Um debate que não deve acabar tão cedo

A aprovação dos benefícios reacendeu discussões sobre responsabilidade fiscal, ética pública e representatividade. Moradores cobram mais transparência e questionam se os vereadores estão realmente alinhados às necessidades da população.

Enquanto isso, o impacto financeiro já está previsto no orçamento, e os auxílios seguem valendo — mesmo diante da forte desaprovação popular.

 

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