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Pedido de vista de Flávio Dino suspende julgamento sobre eleição no Rio de Janeiro

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Placar parcial é de 4 a 1 por eleição indireta; ministros citam crise política na Alerj durante sessão.

 

O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu, nesta quinta-feira (9), o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir se a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro será direta, com voto popular, ou indireta, com escolha feita pelos deputados da Alerj. O placar parcial está em 4 a 1 contra a eleição direta.

Dino afirmou que precisa de mais tempo para analisar o processo e destacou que ainda não houve publicação da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o futuro do governo fluminense.

Após o pedido de vista, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos e acompanharam Luiz Fux, defendendo eleições indiretas. Ainda faltam votar Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

Durante a sessão, Nunes Marques sugeriu suspender o julgamento até que o TSE formalize a cassação de Cláudio Castro. Enquanto não há decisão final, o desembargador Ricardo Couto segue como governador interino.

 

Declarações fortes durante o julgamento

O ministro Gilmar Mendes fez críticas contundentes à situação política do Rio. Ele afirmou ter sido informado por um diretor da Polícia Federal de que mais de 30 deputados da Alerj recebiam mesadas do jogo do bicho. Mendes também mencionou a prisão do presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar, e concluiu:

“Deus tenha piedade do Rio de Janeiro. Isso não pode ser causa de decidir, mas é preciso ter isso como motivo.”

No primeiro dia de julgamento, Cristiano Zanin votou por eleições diretas, enquanto Fux defendeu o modelo indireto.

 

O que está em jogo

O STF analisa dois processos:

ADI 7942, relatada por Luiz Fux — pede mudanças nas regras de uma eventual eleição indireta.

RCL 92644, relatada por Cristiano Zanin — solicita que a escolha seja feita por eleição direta.

 

Entenda a crise no governo do Rio

A instabilidade começou quando Cláudio Castro renunciou em 23 de março para tentar concorrer ao Senado em 2026. No dia seguinte, o TSE o condenou à inelegibilidade por oito anos.

Pela linha sucessória, o vice Thiago Pampolha deveria assumir, mas ele renunciou em maio de 2025 para ocupar um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

Com o pedido de vista, o desfecho sobre o modelo de eleição permanece indefinido, prolongando a crise política no estado.

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