mar 16 2026 PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por obstrução de investigações da Polícia Federal Autoria: Redação | Fotos: Reprodução/Redes Sociais Segundo a denúncia, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto teria violado o sigilo funcional ao repassar informações sobre operações policiais que iriam acontecer. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta segunda (16), o presidente afastado da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União); o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias; e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto. Eles são acusados de obstrução na investigação da Polícia Federal (PF) sobre vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho.A acusação aponta que o magistrado se valeu da amizade com Bacellar para vazar informações sigilosas sobre a Operação Zargun, realizada em setembro do ano passado, que tinha como alvo principal o então deputado TH Joias.De acordo com a denúncia, o próprio desembargador foi quem decretou a prisão do ex-parlamentar, mas teria violado o sigilo funcional ao detalhar a ação previamente para Bacellar. A PGR sustenta que o presidente afastado da Alerj e TH Joias utilizaram seus cargos públicos para obstruir a justiça e proteger interesses ligados à facção criminosa.O documento aponta que o vazamento permitiu que TH Joias agisse antes da chegada da polícia. Na ocasião da prisão, o ex-deputado retirou computadores e mídias de seu gabinete na Alerj e fugiu de sua residência na véspera da operação. No total, cinco pessoas foram denunciadas por participação no esquema de obstrução.A denúncia agora aguarda análise do Judiciário para determinar se os acusados se tornarão réus. Em nota, a defesa do desembargador disse que “recebe com surpresa” a denúncia e acusou a investigação da PF de estar “repleta de dados incongruentes e que não sustentam o pedido de prisão” para Macario.“O mais crucial [dos dados incongruentes] é o fato de o desembargador não ter se encontrado com Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, na noite do dia 2 de setembro, na churrascaria Assador, como consta no relatório final da investigação, baseado na coleta de dados das antenas dos telefones celulares. Temos a plena confiança na Justiça e de que, ao longo do processo, restará comprovada, por meio de provas irrefutáveis, a lisura do comportamento do desembargador”, afirmou a defesa.