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Juscelino priorizou o Museu Nacional

Autoria: Redação  |  Fotos: Arquivo



A maior parte do acervo do Museu Nacional foi destruída por um monumental incêndio. A Instituição tem 200 anos de história e foi residência de um rei e dois imperadores. O incêndio de enormes proporções, que acabou com a maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, destruiu fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte que viraram cinzas. Pedaços de documentos queimados foram parar em vários bairros do Rio.

 

'Tragédia', diz diretor

O diretor do Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss, considerou o incêndio "uma tragédia", lembrando que o museu foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil. "É uma tragédia lamentável. Em seu interior há peças delicadas e inflamáveis. Uma biblioteca fabulosa. O acervo do museu não é para a história do Rio de Janeiro ou do Brasil. É fundamental para a história mundial. Nosso país está carente de uma política que defenda os nossos museus", afirmou Paulo Knauss.

 

Falta de verba e reforma

Apesar de sua importância histórica, o Museu Nacional também foi afetado pela crise financeira da UFRJ e está há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido, segundo reportagem de maio do Bom Dia Brasil deste ano. A situação chegou ao ponto de o museu anunciar uma "vaquinha virtual" para arrecadar recursos junto ao público, para reabrir a sala mais importante do acervo, onde fica a instalação do dinossauro Dino Prata. A meta era chegar a R$ 100 mil.

 

200 anos reduzidos a cinzas

Em nota, o Ministério da Educação lamentou "o trágico incêndio ocorrido neste domingo no Museu Nacional do Rio de Janeiro, criado por Dom João VI e que completou 200 anos neste ano. O MEC não medirá esforços para auxiliar a UFRJ no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico", diz o comunicado. A Fundação Roberto Marinho lamentou profundamente a destruição de um dos maiores acervos arqueológicos, etnográficos, científicos e culturais do país. "É uma tragédia e uma perda irreparável hoje e para as futuras gerações. Perde o patrimônio histórico e cultural, perde a ciência, perde a educação, perde o Brasil, perde o mundo", diz em nota.

 

Governantes responsáveis

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, afirmou nesta segunda-feira (3) que a responsabilidade pela falta de manutenção e de investimentos no Museu Nacional no Rio de Janeiro "não é exclusiva" do governo do presidente Michel Temer (MDB). Mais cedo, o reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Roberto Leher, e o diretor do Museu Nacional, Alex Kellner, responsabilizaram o governo federal pela falta de recursos para a instituição. Para Rossieli, essa responsabilidade deve ser compartilhada entre o atual governo federal, assim como com as gestões anteriores, e a sociedade em geral. "O governo reconhece sua responsabilidade.  Mas, não é deste governo que essas discussões sobre o papel e a forma da gestão têm sido feitas ao longo do tempo. Na nossa gestão, estamos buscando", declarou.

 

Quase 70 mil políticos no Brasil

Entre vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente, o número total chega a 64.024. Sim, sessenta e quatro mil e vinte quatro políticos eleitos no Brasil. O número estarrecedor é a soma de todos os cargos públicos eletivos do país. A surpreendente soma ainda não contabiliza os 'vices', que também são eleitos na chapa e tem direito a salário e assessores. O número sobe ainda mais atingindo impressionantes 69.620 políticos eleitos no Brasil. A missão constitucional de todos é fiscalizar erros e omissões dos executivos. Nenhum deles se preocupou com as reais condições do Museu Nacional, cujo único a se interessar foi JK, lá atrás, nos seus 5 anos de mandato de 1955 a 1960. O sentido de civismo e patriotismo dos mineiros vem dos tempos de Tiradentes, Afonso Arinos, Afonso Pena, José Bonifácio, Milton Campos, Carlos Drumond de Andrade, Oto Lara Resende, entre inúmeros outros. Daquela época para cá, os que sucederam a JK, com exceção dos militares, os outros nem sequer pisaram naquela área compreendida pela Quinta da Boavista, no Rio de Janeiro.

 

JK sempre apoiou a cultura

Ele foi o responsável pelos "Anos dourados" no país, na música e na cultura, de modo geral.  Professor no curso de Engenharia na Universidade Santa Úrsula – USU, Tiago Francisco falou para nossa reportagem lembrando e mostrando dados históricos que, realmente, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck “foi o mandatário nacional que mais se preocupou com o Museu Nacional visitando-o sempre que possível. Segundo ele, isso deve servir de parâmetro de como nos últimos 20 anos, a Cultura deixou de ser algo que recebesse a devida atenção dos governantes desse país”.

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