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Servidores da assistência social fazem maior protesto da gestão Margarida e pressionam por revisão de contratos

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Cerca de mil trabalhadores da Amac e de outras OSCs paralisam atividades e anunciam novos atos em Juiz de Fora.

 

A segunda-feira (9) foi marcada por uma das mobilizações mais expressivas já enfrentadas pela prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Cerca de mil trabalhadores da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac) e de outras Organizações da Sociedade Civil (OSCs) caminharam pelas ruas centrais da cidade após uma concentração em frente à sede da Prefeitura, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF).

O protesto teve como foco a revisão dos contratos firmados entre a Prefeitura e as entidades responsáveis por parte dos serviços de assistência social, especialmente a gestão das creches municipais. Sem recomposição financeira, afirmam os trabalhadores, as OSCs não conseguem garantir o reajuste salarial da data-base nem pagar retroativos.

 

Negociação sem avanço e cobrança por transparência

Durante o ato, uma comissão de representantes do Sinserpu-JF e da Amac foi recebida por integrantes do Executivo. De acordo com o sindicato, o governo afirmou que já mantém diálogo com as direções das OSCs sobre o reajuste dos contratos. No entanto, ao serem questionados sobre atas ou registros formais dessas reuniões, os representantes municipais não apresentaram documentos.

Sem acordo, os trabalhadores decidiram manter a mobilização e convocaram nova paralisação para esta terça-feira (10), com expectativa de impacto no funcionamento de creches e outros serviços da assistência social.

 

Prefeitura nega responsabilidade trabalhista; sindicato rebate

Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que não possui vínculo trabalhista com os empregados da Amac e das demais OSCs parceiras. Segundo o Executivo, pedidos de reequilíbrio contratual devem ser analisados tecnicamente pelas secretarias responsáveis.

“A Prefeitura não tem o que tratar com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu) sobre este assunto”, destacou a administração.

A vice-presidente do Sinserpu-JF, Lucilea Pereira, contestou o posicionamento. Para ela, embora os trabalhadores sejam contratados pelas OSCs, o reajuste salarial depende diretamente da revisão dos contratos com a Prefeitura.

“Quando for feita a revisão e os recursos chegarem, vamos cobrar da direção das OSCs. Mas, enquanto isso não acontecer, nossa conversa é com a Prefeitura”, afirmou.

 

Clima de tensão deve crescer com nova paralisação

A pressão sobre o Executivo pode aumentar nos próximos dias. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços (Sinteac) convocou para sexta-feira (12) uma paralisação geral dos terceirizados que atuam para a Prefeitura.

Segundo o sindicato, o protesto será motivado por “constantes atrasos salariais e de benefícios”, além de denúncias de empresas que estariam com até seis meses de atraso nos depósitos do FGTS.

Com duas categorias mobilizadas e serviços essenciais sob risco de paralisação, o impasse entre trabalhadores e Prefeitura tende a se intensificar, colocando a gestão municipal diante de um dos maiores desafios.

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